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Definições e Indefinições HD e 4K

Definições e indefinições - HD TV, UHD TV, 4K

Tema: Definições e indefinições - HD TV, UHD TV, 4K

Data: 09/07/2018

Definições e indefinições - HD TV, UHD TV, 4K

Até há pouco tempo, os aparelhos de tubo, chamado de raios catódicos, reinavam absolutos nas salas brasileiras, nos formatos de 20 polegadas e, pouco depois, nos modernos 29 polegadas. Os aparelhos de tecnologia Plasma passaram despercebidos por muitos, que se depararam com a tecnologia LCD (Liquid Crystal Display), que obteve maior popularidade e menor preço. Ainda assim, os aparelhos não resistiram por muito tempo, sendo nocauteados pelas telas LED (Light Emitting Diode), mais econômicas e duradouras. Mas o embate e a superação não determinam somente o material das telas. A definição, medida em pixels e que resulta em melhor visualização, teve grande mudança, aliada à tecnologia das TVs e cinema.

Se o sinal analógico restringia a resolução das telas, fazendo do cinema de 35 milímetros uma experiência visual sem precedentes, o sinal digital, chamado HD (High Definition), melhorou significativamente a visualização das imagens, embora não se sobrepusesse, em qualidade, as imagens cinematográficas de 35 milímetros. Já a definição do UHD (Ultra High Definition), que se aproxima da resolução 2K, eleva a definição, gerando imagens de excelente visualização, em gama de cores maior que o espectro visível pelo olho humano.

Ainda assim, houve a superação dessa resolução, que atualmente se populariza em TVs: a chamada resolução 4K, atingindo 4096 X 2160 pixels.

Não fosse o fato de isso, por si, superar a capacidade do olho humano, já existem testes, desde a copa de 2014, da tecnologia 8K. Algo que somente faria sentido em uma dimensão pouco recomendável para os padrões antropométrico e fisiológico humanos. Não obstante, o fato é que as resoluções de imagens não seguem somente nossos padrões de visão, mas vão além, buscando um dimensionamento sobre-humano, principalmente para suportar nosso desejo de ampliação, aceleração ou desaceleração. Nesse aspecto, câmeras 8K poderiam identificar movimentos que o olho humano não enxerga nas mesmas condições, como placas de carro em alta velocidade ou a longa distância. Para a área de segurança, isso faz muito sentido. Mesmo no entretenimento ou no esporte, informações sem relevância aparente, como a velocidade de uma bola, podem resultar em um campeão do mundo.

Outro ponto fundamental nesse quesito está relacionado ao conjunto. De nada adianta eu ter uma TV com resolução 4K se minha emissora favorita não emite sinal nessa resolução. Há de pensar que a resolução é da imagem, e não somente do aparelho. Isso significa que o ponto de emissão e recepção, bem como da própria imagem, precisam estar alinhados, com a possibilidade de atingirem, todos, a resolução máxima requerida. Se a fonte emissora transmitir imagem de baixa resolução, ainda que o usuário tenha uma fonte receptora de altíssima resolução, não conseguirá melhorar a imagem. Esse problema foi enfrentado pela NASA, a Agência Espacial Americana, por muito tempo, com as sondas enviadas ao espaço, e que motivou a melhoria de resolução das TVs dos lares do mundo inteiro.

Mas, ainda que em sinal analógico ou digital de baixa resolução, o desejo humano de deixar-se capturar pela imagem, em uma imersão perceptiva na imagem, é algo fantástico. Ver milhares de torcedores absolutamente imersos na imagem de um jogo é fascinante, pelo poder que a mente tem sobre a tecnologia. Verificar o que a tecnologia pode fazer sobre o olho humano, retendo a atenção ou provocando experiências para além das provadas pelo mundo natural, é mais notório ainda. E quer seja no mundo natural ou com base nas imagens tecnológicas, o fato é que estamos imersos na condição contemporânea da ciência da imagem, com a potencialidade que a imaginação e a inventividade humanas são capazes de criar. Mas nada disso importa, se a mente do observador não se deixar levar, seja a imagem em sinal analógico, HD, UHD TV, 4K ou mesmo em 8K.

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