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A bola (tecnológica) da vez  

Tema: A bola (tecnológica) da vez

Veículo: Diário da Manhã

Número: 11.216

Página: 19

Caderno: Opinião Pública

Data: 02/07/2018

 A bola (tecnológica) da vez

Um chip na bola elimina, de vez, dúvidas sobre ter havido ou não um gol. Um sistema de videoarbitragem amplia a visão do jogo, retirando a primazia dos árbitros em campo, dando nova roupagem aos olhos atentos e apaixonados de torcedores, jogadores e árbitros. A tecnologia, enfim, participa olhos vistos de uma Copa do Mundo de Futebol, e já começa ganhando o jogo.

Apesar de, de fato, a tecnologia já estar presente há tempos não apenas no futebol, mas praticamente em todos os esportes, a Copa do Mundo da FIFA inaugurou, este ano, recursos há tempos esperados, e que pretende reduzir ou eliminar erros de arbitragem, que até ali detinha a palavra final ao longo das partidas. Para o bem ou para o mal, o trio de arbitragem usa seus recursos visuais e geolocalizados para definir o que valeu e o que não valeu em uma partida de futebol. A partir de 2018, um novo elemento pretende reinventar o modo de reger o espetáculo em campo: o recurso de videoarbitragem VAR (Video Assistant Referee, na sigla em inglês). Várias câmeras registram detalhes das jogadas, oferecendo melhores ângulos e a possibilidade de replay, com uma equipe de arbitragem que acompanha tudo em uma cabine específica. Essa equipe de arbitragem orienta o árbitro em campo, na clara missão de reduzir erros, tornando o jogo mais imparcial e menos dependente da acuidade visual de quem corre todo o tempo em campo, tentando apreender o impossível.

A bola também ganhou tecnologia nova. A Telstar 18, nome oficial da bola do Mundial de 2018, já é resultado de processos tecnológicos que melhoram desde textura e percurso aéreo, até absorção de água e alteração de peso em diversas condições climáticas das partidas. A novidade, além desses quesitos, é um chip instalado na própria bola, monitorado por diversos leitores. O sistema possibilita, dentre outras coisas, o acompanhamento da bola em seu deslocamento, velocidade e posicionamento global, definindo se houve ou não gol, em caso de dúvidas.

Neste Mundial, nos primeiros 40 jogos, o sistema VAR foi usado 12 vezes, alterando posições iniciais da arbitragem e tornando a partida mais correta e transparente, inclusive para o torcedor, que pode perder o principal álibi de partidas malsucedidas de seu time favorito: o erro do árbitro. Ao que se registra, a inserção de tecnologia já gera resultados positivos, inclusive na cultura do jogo e da torcida.

Talvez cheguemos a uma copa em que os árbitros não estarão em campo, mas acompanhando os cobôs (robôs colaborativos), estrategicamente posicionados no campo e em drones. Talvez cheguemos a uma copa em que a bola tenha, além de chip, uma câmera que permitirá acompanhar seu deslocamento pelo campo, e sensores que medirão a intensidade do toque. Mas certamente o que mudará pouco é o gosto pelo jogo, uma prática cultural antiga, renovada a cada partida e a cada coração aflito de jogador e de torcedor.

A tecnologia torna eventos, como a Copa do Mundo da FIFA e os Jogos Olímpicos, verdadeiras comoções mundiais, com milhões de torcedores em todo o mundo acompanhando as imagens, as notícias e a emoção de ganhar e perder. Mas é o jogo em si, a disputa, que enleva o espírito humano e cativa a atenção de olhos e corações, na firme convicção de que torcer e jogar são ações essenciais do humano. A tecnologia aprimora o que a cultura define como relevante. Força Brasil!!!

 

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