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Media Lab UFG lança coleção de livros sobre Economia Criativa

Levantamento realizado pelo OBEC apresenta dados do setor no estado de Goiás

Diversos profissionais da área de cultura criativa prestigiaram ontem (04/07) o lançamento da Coleção Dimensões, composta por 19 livros que apresentam um levantamento quantitativo dos setores da Economia Criativa do estado, realizado pelo Observatório de Economia Criativa de Goiás (OBEC-GO) do Laboratório de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Mídias Interativas (Media Lab UFG) . O evento ocorreu às 19h no auditório da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG).

 equipe obec bitbooks

Auditório da FIEG repleto de profissionais interessados em Economia Criativa 

 

Segundo o Plano da Secretaria da Economia Criativa do Ministério da Cultura (MinC), os Setores Criativos são aqueles cujas atividades produtivas têm como processo principal um ato criativo gerador de um produto, bem ou serviço, cuja dimensão simbólica é determinante do seu valor, resultando em produção de riqueza cultural, econômica e social. Eles estão divididos em 5 grandes campos: Patrimônio, Expressões Culturais, Arte de espetáculo, Audiovisual e livro e Criações Culturais.

O Observatório é composto por uma equipe multidisciplinar. Seus integrantes são: Cássio Souza, graduando em Economia; Danielle do Carmo, historiadora e mestre em Memória e Patrimônio; Eloa Ribeiro, designer gráfico; Isabella Szabor, publicitária e Laíse Cavalcante, historiadora e designer de moda.

A equipe apresentou o método de pesquisa adotado e apontou Pesquisas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como fontes inspiradoras para a realização do trabalho.

equipe obec

Equipe do OBEC-GO explicou a pesquisa que resultou na Coleção Dimensões 

 

Para o desenvolvimento dos livros foram feitos recortes setoriais  e ocupacionais, trabalhando com informações da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAES) e com a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). Os dados utilizados foram os relativos ao mercado formal goiano do ano 2014. Os pesquisadores salientaram as dificuldades encontradas no levantamento quantitativo devido ao fato de que vários setores da economia criativa possuem características informais e muitas atividades econômicas estão diluídas em outras, o que dificultou o processo de pesquisa.

O Coordenador do Media Lab e do OBEC-GO, professor Cleomar Rocha, ressaltou a importância do mapeamento realizado pela equipe do Observatório por ter produzido um material com números confiáveis a respeito atividades e ocupações criativas no estado de Goiás. Segundo ele, os resultados do mapeamento mostraram o caráter informal de várias áreas da economia criativa, que muitas vezes não têm seus valores culturais reconhecidos, bem como as movimentação econômica em torno das manifestações culturais. Ainda segundo ele, em diversos casos, são os atores criativos que se mobilizam para manter viva a cultura. “Dar visibilidade a essas potencialidades é uma das responsabilidades do OBEC”, apontou.  

cleomar lançamento de livros

Coordenador do OBEC e do Media Lab, Cleomar Rocha ressaltou a importância dos dados levantados

Para materializar o resultado da pesquisa, o Media Lab criou uma nova plataforma para disponibilizar os livros para acesso em smartphones. Os Bitbooks reúnem a praticidade dos livros de bolso e a interatividade dos aparelhos móveis, mesclando diversas funcionalidades, como textos e gráficos. O aplicativo é gratuito, para baixá-lo basta acessar a Google Play Store clicando no ícone abaixo:

Bitbooks

 

Mesa-redonda

Após a apresentação da coleção de livros, foi realizada uma mesa redonda sobre as perspectivas e os fatores que podem facilitar a integração e fortalecimento destas áreas criativas e culturais, com presença de Cleomar Rocha, Décio Coutinho, consultor do Sebrae, Thais Marinho, professora da PUC/GO e Felipe Londoño, reitor da Universidad de Caldas, na Colômbia.

Felipe Londoño ressaltou que não há como ignorar o impacto da economia criativa, já que, segundo ele, ela é a quarta maior força laboral do mundo. Ele explicou que o mapeamento  serve para fortalecer o setor, pois se apropriando das informações levantadas, o conhecimento pode ser convertido em políticas públicas.

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Mesa-redonda gerou debates diversos sobre os setores da economia criativa e os papéis da sociedade e estado em fomentá-la 

A professora Thaís Marinho explicou que no Brasil, a ideia de economia criativa está muito vinculada ao empreendedorismo e a expressividade do setor se dá por meio de políticas fornecidas pelo Estado, Universidade e pelo Sebrae. Ela ressaltou a importância de envolver a comunidade por meio de projetos de extensão universitária e projetos de pesquisa transversais para que a economia criativa tenha maior alcance. Ainda segundo a professora, a economia criativa tem respondido bem mesmo em casos de crises econômicas, pois os países a colocam como vetor de desenvolvimento.

Segundo Décio Coutinho, o papel do Sebrae é justamente estimular e articular os setores criativos e tradicionais. “A maior dificuldade é entender o papel de mediador, dominando as técnicas, mas, principalmente, tendo sensibilidade para não interferir nas tradições populares”, explicou.

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